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Hospital Estadual de Bauru discute como construir um ambiente de trabalho acessível e acolhedor

Cadastrada em: 26/10/2026, Assessoria de Comunicação Institucional Famesp | Bauru

O Hospital Estadual de Bauru (HEB) realizou, no dia 22 de outubro, a palestra “Além da inclusão: o valor das diferenças na construção de um ambiente de trabalho acessível e acolhedor”, voltada aos colaboradores. A conversa foi conduzida pela psicopedagoga clínica e institucional Karen Tainá Guimarães e contou com intérpretes de Libras.

Karen começou pela distinção entre contratar e incluir. Ter uma pessoa com deficiência ou neurodivergente no quadro de funcionários é o primeiro passo, mas não garante que ela tenha condições reais de trabalhar, participar e se desenvolver. A palestrante também diferenciou igualdade de equidade: tratar todos da mesma forma nem sempre significa dar a cada um o que precisa para desempenhar bem a sua função.

Outro ponto de destaque foram as barreiras que muitas vezes passam despercebidas. As ambientais envolvem ruído, iluminação e circulação de pessoas. As de comunicação incluem o excesso de informações transmitidas ao mesmo tempo e mudanças feitas sem aviso prévio. São situações comuns em qualquer local de trabalho, mas que podem comprometer o desempenho e o bem-estar de quem tem necessidades específicas.

A abordagem também considerou as particularidades do ambiente hospitalar, onde protocolos rígidos, exigências de segurança e imprevistos fazem parte da rotina e pedem atenção redobrada na hora de pensar em acessibilidade.

Responsabilidade compartilhada

Um dos principais recados da palestra foi que a inclusão não cabe a um único setor ou cargo. Segundo a apresentação, cada nível da organização tem um papel:

  • Instituição: cria condições.
  • Liderança: orienta e acompanha.
  • Equipe: respeita e colabora.
  • Profissional: participa e comunica suas necessidades.

Karen encerrou com a ideia de que incluir começa por mudar o olhar: antes de julgar, compreender; antes de limitar, conhecer; antes de fazer pela pessoa, perguntar; antes de enxergar o diagnóstico, enxergar a pessoa.